Amazônia
- Mirna Wabi-Sabi

- 5 de jul.
- 3 min de leitura
Cordia goeldiana
Freijó
O Freijó é da Amazônia e é uma espécie usada e comercializada por sua madeira. Espécies denominadas “madeireiras”, como a Cordia goeldiana, em teoria, são equipadas para sobreviver geneticamente à indústria criada em volta dela. No Pernambuco e na Paraíba, essa madeira é tradicionalmente associada a confecção de flecha. Seu registro é atribuído ao botânico Huber, em Belém na primeira década do século XX.
Bibliografia:
"Espécies de árvores potencialmente ameaçadas pela atividade madeireira na Amazônia," Adriana Martini, Nelson de Araújo Rosa, Christopher Uhl. Série Amazônia 11, Belém, 1998.
"Preaca (Flecha de índio)," Alice L Satomi, Gabriel Seixas. Universidade Federal da Paraíba - UFPB, Laboratório de Estudos Etnomusicológicos - LABEET, 2016.
"Cordia goeldiana Huber [family BORAGINACEAE]." Global Plants, Jstor, plants.jstor.org.
Attalea maripa
Inajá
A palha dessa planta é uma característica arquitetônica para o povo Kawaiwete, que a utiliza para fazer telhados. Ela é nativa e presente em toda a região amazônica e seu fruto tem grande potencial como biocombustível. Porém, a criação de pasto e monocultura ameaçam sua população.
Bibliografia:
"Kawaiwete (Kaiabi)." Povos Indígenas no Brasil, pib.socioambiental.org.
"MORFOTIPOS DE FRUTOS E MORFOLOGIA DE PLÂNTULAS DE Attalea maripa (Aubl.) Mart.," Ariana Kelly Mota Gemaque Matos, Leonilde dos Santos Rosa, et al. Ciênc. Florest. 27 (3), 2017.
Carica papaya
Mamão
O mamoeiro é uma das árvores mais comuns em pomares domésticos no Brasil, apresar de não ser tecnicamente uma árvore. Seu tronco não é de madeira. No mundo, apenas a Índia produz mais mamão do que o Brasil. Além do sabor e valor nutricional de sua fruta, suas sementes têm o potencial de tratar células cancerígenas, incluindo da próstata, mama, cólon e pulmão. Cientificamente conhecido como Carica papaya, acredita-se que o mamão tem origem na Bacia Amazônica Superior, onde ocorre a sua máxima diversidade genética. Durante o período colonial, era comum o intercâmbio de espécies entre as colônias. Dessa forma, o mamão foi enviado à África, ao Sudeste Asiático e à Polinésia, resultando em diversas variedades típicas dessas regiões.
Bibliografia:
"Papaya tree and fruit," Britannica, 2026.
"Caracterização morfoagronômica de acessos de mamoeiro do banco de germoplasma da Embrapa Mandioca e Fruticultura," Vinicius Ferreira Nobre, Sebastião de Oliveira e Silva, Maurício dos Santos da Silva. Cadernos de Ciência & Tecnologia, 2021.
"The surprising health benefits of papaya seeds: A review," Sreeja Devi P S, Neethu S Kumar. Journal of Pharmacognosy and Phytochemistry, researchgate.net, 2016.
"Mamoeiro.," A. M. G. Oliveira, E. F. Coelho. Embrapa, 2011.
"Carica papaya L." biodiversitydata.net.
"Green Thai Papaya," specialtyproduce.com.
Ceiba pentandra
Samaúma
Nas pequenas sementes da Samaúma reside a potência de um dos maiores seres vivos florestais. Podendo atingir 70 metros de altura, a copa dessa árvore emerge acima do dossel da floresta. A Samaúma é interpretada por culturas nativas amazônicas como um portal usado por divindades nas suas passagens pela floresta. Para a civilização Maia, a base dessa árvore era o submundo dos deuses. Ela é sagrada para a diversos povos da Amazônia, é chamada de "árvore da vida” ou mãe-das-árvores, fornece abrigo a diversos animais, agrega água limpa no solo de suas raízes profundas, e une o reino terreno ao reino dos deuses através de seu tronco imenso.
Bibliografia:
"From Mud to the Sun: The World Tree of the Maya," Matthew Wills. Daily.jstor.org, 2022.
"A árvore sagrada da Amazônia," CHC, 2020.
Schizolobium amazonicum
Pinho cuiabano, Paricá
Essa árvore tem um papel importante no reflorestamento da Amazônia e, como tal, na mitigação dos efeitos do desmatamento e das mudanças climáticas. A Floresta Amazônica vem passando por altos índices de antropização, ou seja, significativas transformações erosivas causadas por humanos. Acredita-se que os povos indígenas da antiguidade habitaram regiões remotas da Amazônia por mais de 13 mil anos, elaborando cuidadosamente o que agora erroneamente chamamos de ‘áreas intocadas’. A Schizolobium amazonicum simboliza como os humanos são tão capazes de construir florestas quanto de destruí-las.
Bibliografia:
"Potential topoclimatic zones as support for forest plantation in the Amazon: Advances and challenges to growing paricá (Schizolobium amazonicum)," Daiana C.M. Tourne a, Lucieta G. Martorano, et al. Environmental Development 18, 2016.
"Relationships and movements: an archeology of cropping and mobility patterns in Southwestern Amazon, from 1.000 A.D. to the present," Eduardo Góes Neves, Laura Pereira Furquim. Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE). Universidade de São Paulo (USP), 2019-2024.
"Persistent effects of pre-Columbian plant domestication on Amazonian forest composition," C. Levis, F. R. C. Costa, et. al. Science, Volume 355, Issue 6328, 2017.





















































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